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23
.06.2008

Trabalhadores da Construção e Mobiliário
querem aumento salarial com base no PIB

Decisão foi tomada durante Assembléia Geral realizada dia 21 de junho, na sede

 

 

Trabalhadores aprovam
a pauta de reivindicações
na Assembléia do
dia 21 de junho)

 

 

Jaraguá do Sul – Os trabalhadores e trabalhadoras da Construção e Mobiliário de Jaraguá do Sul e Região querem a aplicação da mesma política de reajuste do Salário Mínimo Nacional para os salários da categoria, na data-base deste ano, em 1º de agosto. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos mais de 150 trabalhadores e trabalhadoras que participaram da assembléia geral da campanha salarial de 2008/2009, ocorrida na manhã de sábado (21). O reajuste do Salário Mínimo este ano foi de 9,28%, incluindo-se aí a variação do INPC, mais o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2006. Até o momento, a inflação registrada está em 5,97%, faltando ainda a apuração dos meses de junho e julho. Pela proposta a ser encaminhada aos patrões do setor, o Salário Normativo da categoria (pago àqueles(as) com mais de 90 dias de trabalho na mesma empresa) também poderá ser dividido por profissão e função e seu valor expresso em Salários Mínimos.

"O nosso objetivo é mudar a lógica que vem ocorrendo historicamente nas negociações dos pisos salariais", adianta o presidente do Siticom, Riolando Petry, "priorizando as funções dos profissionais, como encarregado, na área dos moveleiros, além de marceneiro, montador, estofador, talhadeira, pintor, caldeirista, etc". Em relação aos encarregados, a proposta salarial dos trabalhadores é de R$ 2.075,00, que representam cinco Salários Mínimos; para os demais profissionais, de três salários, ou R$ 1.245,00, enquanto os auxiliares de produção teriam salário de R$ 830,00 (dois SM). O ramo da Construção Civil, por sua vez, seria dividido em Mestre de Obras (cinco Salários Mínimos), demais profissionais (pedreiro, carpinteiro, armador, azulejista, marceneiro, serrador, etc), em três Salários Mínimos, e serventes, de dois SM (R$ 830,00).

Riolando Petry defende que a existência de apenas um piso salarial para todos os profissionais da Construção e do Mobiliário na microregião "tem provocado aumento da informalidade e a uma concorrência desleal entre as empresas, que contratam os trabalhadores com o piso na carteira de trabalho e um valor pago por fora". Petry ainda cita o exemplo dos trabalhadores do setor no estado da Bahia, onde o salário de um mestre de obras é de R$ 2.257,77, de acordo com a última Convenção Coletiva, assinada em janeiro deste ano. Além das propostas salariais, a pauta de reivindicações destaca ainda a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e investimentos na qualificação e na segurança dos trabalhadores e trabalhadoras. Após a Assembléia, a diretoria do Siticom promoveu sorteio de vários brindes entre os trabalhadores presentes, além de uma confraternização com petiscos, chope e refrigerantes. Na mesma manhã, o Sindicato realizou a Assembléia de Prestação de Contas da entidade, referente a 2007, sendo aprovada por unanimidade.